Projeto Escrevivendo

10/09 -Guilherme de Almeida & a identidade paulista dos anos 10, 20 e 30 Por Gabi Rodella

 



 

 

Por Gabi Rodella

 

E lá se foi o quinto encontro de nossa oficina com os textos de Guilherme de Almeida... Mas, antes de falar de nossa última reunião, no sábado, dia 10, acho melhor falar um pouco do que foi feito no primeiro e segundo encontros desta oficina que vai indo muito bem, obrigada!

 

Em nosso primeiro encontro, retomamos os teóricos que nos inspiram e que serviram de guia para que a coordenadora Karen Kipnis tivesse a ideia de propor o trabalho com as oficinas de leitura e escrita de textos na Casa das Rosas: Mikhail Bakhtin, filósofo, linguista e pensador russo, criador da teoria dos gêneros do discurso, e Lucy Calkins, pedagoga americana que apostou na escuta dos colegas para o desenvolvimento dos textos de cada um de seus alunos.

 

Tendo esse cruzamento teórico em mente, organizamos uma primeira leitura de trechos do “Meu Roteiro Sentimental da Cidade de São Paulo”, de Guilherme de Almeida, por meio da qual pudemos perceber traços estilísticos do escritor, conhecer um pouco de sua história, tomar contato com a cidade “dele”, que por vezes é nossa também, enfim fruir de sua escrita tão bem elaborada nesses textos quase simples, cotidianos, mas cheios de ritmos, de cheiros e de memórias...

 

Todos partiram então para a escrita de seus respectivos “Roteiros Sentimentais”, textos que foram lidos no segundo e no quinto encontros. Pudemos notar como cada um organiza seu texto, que aspectos de sua cidade escolhe para ressaltar, qual o ritmo que emprega em sua escrita e de que recursos lança mão para criar certos efeitos em seus leitores (nós mesmos!).

 

Roteiros que surgem a partir de um itinerário de metrô, que partem da observação das árvores da cidade, que ressaltam lembranças da infância, que nominalizam importantes marcos em épocas difíceis, que seguem as curvas das estradas de Santos, que nos causam impacto pelas imagens, enfim, cada um, à sua maneira, apresentando um retrato, uma parte da cidade.

 

Para o próximo encontro, ficamos de finalizar a leitura dos roteiros que ainda não foram lidos e começar a ler as crônicas, escritas a partir da leitura de dois textos deliciosos de Guilherme. Mais textos dele nos aguardam, cheios de poesia e de humor, para que sua inspiração sirva à prática dos escreviventes! Mas, enquanto isso, temos muito trabalho com nossos textos pela frente! E vamos nós!

 

Até sábado,

Gabriela

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Tags: almeida, escrevivendo, escrita, guilherme, leitura, oficina

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