Projeto Escrevivendo

 

 

15 anos – Por amor

 

E só você me pode estender a mão, mas se não for por amor, me deixe aqui no chão.

 

http://www.youtube.com/watch?v=nfKHxrcCeb4&feature=fvwrel

 

Ao som de Guilherme Arantes, os anos 80 começavam a deixar sua marca no meu futuro gosto musical. O efeito dos meus ombros largos era inversamente proporcional ao meu desejo e diretamente proporcional às minhas tolas, românticas e juvenis atitudes.  

 

Logo me rendi à influência paterna e elegi Roberto Carlos como o representante maior, com suas músicas, das minhas decepções amorosas, o que, na época, se resumia a mal conseguir segurar uma mão ou a ver um rosto se virando na hora de tentar um beijo.  Com a dor da descoberta de pessoas e amores vãos.

 

29 anos – O moço velho

 

Eu sou alguém livre, não sou escravo e nunca fui senhor, eu simplesmente sou um homem que ainda crê no amor.

 

http://www.youtube.com/watch?v=AzExxP8tzo8

 

Morando sozinho, com carro, um apto legal e um emprego bom, eu não fazia absolutamente nada de produtivo. A imaturidade somada à multiplicidade de escolhas era contagiante.

 

Eu me sentia livre, cantando – eu sou alguém livre, não sou escravo e nunca fui senhor - e vivia, sem saber, sob o lema do jogador de futebol inglês George Best, que disse certa vez : "gastei 90% do meu dinheiro com mulheres, bebidas e carros velozes. O resto eu desperdicei".

 

40 anos – De tanto amor

 

Me perdi de tanto amor, ah eu enlouqueci.

 

http://www.youtube.com/watch?v=69TNYvNgLk8

 

Supostamente alcançando a metade de minha vida, mudei de trabalho, comprei meu apartamento, desmanchei um longo namoro, deveria estar alcançando uma fase estável, só não podia prever que iria me apaixonar perdidamente por uma mulher noiva e de casamento marcado. Acredito que ela tenha se apaixonado por mim, já que cobrava explicações minhas como se fossemos antigos namorados. Mas também não abria mão da atenção de todos os homens à sua volta. Ela não disfarçava, mas negava veementemente. 

 

Nos encontros na hora do almoço me provocava de todas as formas possíveis; mas dar, que é bom, nada. O argumento era que, como estávamos apaixonados, se ela desse pra mim e gostasse, teria que desmanchar definitivamente o noivado. Mas dizia também, com a sapiência feminina, que tudo aquilo era uma brincadeira do destino e que já teria dado pra mim se não estivéssemos apaixonados, pois aí seria apenas sexo, sem envolvimento.

 

Fiz-lhe a promessa de que teria que olhar nos seus olhos antes de casar. Eu cumpri a promessa ao estar junto à porta da igreja na hora em que ela desceu do carro para entrar, quando ela também me olhou. E casou.

 

42 anos – Emoções

 

Em paz com a vida e o que ela me traz...se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.

 

http://www.youtube.com/watch?v=6qmF8S9tWNM

 

Em paz com a vida e o que ela me traz, não me importo em dominar ou ser dominado. Busco  me perder completamente nas madrugadas ou me deitar romanticamente em cansaços mas, além de tudo, depois de tudo, ter paz. E o horizonte estará esperando quando eu chegar, sozinho, ou quem sabe, por nós dois.

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Tags: canções, escrevivendo, escrita, leitura, oficina

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Comentário de Karen Kipnis em 4 abril 2012 às 15:51

Reinaldo, fiz pequeninas modificações (editei) depois de já ter postado. Comente se for o caso. BJK

Comentário de Graziela Brum da Silva Machado em 4 abril 2012 às 10:45

Finalmente, ficou ótimo!

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