Projeto Escrevivendo


 

São Paulo, numa linda tarde de outono de 2011

 

 

Meu querido ,

 

Ansiosa por saber de você ponho-me a escrever, sempre esperando que esteja nessa mesma sintonia.

 

Há bem poucos dias, me dei conta de que o Outono se aproximava. Já lhe disse que gosto dessa estação quando a temperatura mais amena convida ao aconchego. Com isso acabo sonhando acordada, arte na qual sou mestra.

 

Na verdade não só sonhar, também recordar todas as coisas boas que passaram a me cercar depois de que o destino resolveu alinhavar nossas vidas. Todo carinho trocado através dessas cartas, as juras e promessas em elegantes galanteios.

 

Olhei de relance pela janela e acabei me fixando no velho ciprestre do jardim de casa. Consegui ver nele uma beleza diferente. A mesma beleza que passei a ver nas coisas mais pequenas depois que permiti ao Amor voltar a fazer morada em meu coração.

 

A paz que você me transmite fez com que o barulho da rua já não me incomode tanto. Nem o vizinho ensaiando sempre a mesma música. Isso me impressiona, me alegra e dá novas cores aos meus dias.

 

Não bastasse tudo isso, percebo que, embora de maneira ainda tímida, tenho conseguido expressar meus sentimentos através das palavras. Descobri também que o coração não envelhece.

Você, meu querido, é o grande responsável por isso...

 

Despeço-me sabendo que, em breve poderemos nos olhar nos olhos e os meus dirão, com certeza, muito mais do que escrevi aqui.

Um demorado e apertado abraço e muitos beijos.

Com carinho,

Adelaide Maria Inês Zocchio em março de 2011

 

 

 

 

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Tags: cartas, escrita, leitura, oficina

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