Projeto Escrevivendo

Blog de Samia Schiller (10)

Microconto Fantástico

 



      Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá.


Augusto Monterroso



(Os cem menores contos brasileiros do século – Organização:
Marcelino Freire – editora: Ateliê Editorial)

Adicionado por Samia Schiller em 5 junho 2011 às 8:03 — Sem comentários

FINAL PARA UM CONTO FANTÁSTICO

FINAL PARA UM CONTO FANTÁSTICO
I. A. Ireland
- Que estranho! - disse a garota, avançando com

cautela. - que porta mais pesada, meu Deus! - E, ao falar, tocou-a e a porta

acabou fechando-se de um golpe.


- Deus do céu! - disse o homem. - Não é que não tem

maçaneta do lado de dentro? Agora estamos os dois…
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Adicionado por Samia Schiller em 5 junho 2011 às 7:58 — Sem comentários

Carta de Clarice Lispector para Andréa Azulay

A Andrea Azulay

 

Rio, 7 de julho de 1974

 

Andréa de Azulay que é minha filha espiritual:

 

Você sabe muita coisa, minha colega. Mas de qualquer jeito vou lhe dar umas dicas para a vida e outras para escrever.

       Sugestões de vida:

       - Você sabe se espreguiçar? É tão bom. Quando você se sentir cansadinha (você nunca se sente cansada porque é uma borboleta alegre) ou quando quiser sentir uma coisa boa para o seu corpinho, então…

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Adicionado por Samia Schiller em 21 abril 2011 às 9:09 — 2 Comentários

Carta Inventada por Caio Fernando Abreu

SEÇÃO DE CARTAS DO LEITOR DO NÚMERO 0 DA "VEJA"

 

        Meu Deus, onde vamos parar com toda esta imoralidade nos palcos brasileiros? Domingo passado fui levar minha netinha para assistir a uma peça infantil e eis que encontro uma fadinha lésbica às voltas com um porquinho pederasta e uma vaquinha onanista. Tudo isso vai frontalmente contra os tradicionais princípios de moral que regem as sagradas instituições do lar brasileiro. Em nome da inocência de minha netinha e de todas…

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Adicionado por Samia Schiller em 3 abril 2011 às 11:55 — Sem comentários

Carta do livro Nunca te vi, sempre te amei

11 de maio de 1952

Prezado Frank:

Pretendia escrever-lhe no dia em que o Pescador chegou, só para agradecer-lhe, as xilogravuras por si valem dez vezes o preço do livro. Que mundo esquisito o nosso: a gente pode ser dona a vida inteira de uma coisa tão bonita - pelo preço de uma entrada num cinemão da Broadway, ou 1/50 do custo de uma obturação dentária.

Ora, se os seus livros custassem o que valem, eu não poderia comprá-los!

Você há de ficar fascinado ao saber…

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Adicionado por Samia Schiller em 3 abril 2011 às 11:45 — 2 Comentários

Carta Desesperada - Mário Quintana

                       

                          CARTA DESESPERADA (Quintana)

 

             Como é difícil, como é difícil, Beatriz, escrever uma carta...

             Antes escrever os Lusíadas! Com uma carta pode acontecer

             Que qualquer mentira venha a ser verdade...

            …
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Adicionado por Samia Schiller em 25 março 2011 às 17:39 — 3 Comentários

Contribuição da escrevivente Samia.

Livros e Cartas

 

 

Procurei lembrar alguns livros que fazem menção a cartas ou são escritos desta forma.

Aqui vão alguns:

A Sociedade Literária e a torta de casca de Batata - Mary Ann Shaffer. Relata, através de cartas a amizade de uma escritora com moradores de uma ilha inglesa que formaram a tal sociedade literária durante a ocupação alemã. Tem uma maneira muito delicada e até humorada de falar de tragédias.

Cartas à Theo - Vincent Van Gogh.…

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Adicionado por Samia Schiller em 22 março 2011 às 7:30 — 2 Comentários

Carta de amor que a gente sente, mas esquece que sente

São Paulo, 21 de março de 2011


     Oi,


     É um pouco absurdo, depois de tudo que vivemos, escrever uma carta de amor. Cartas de amor são para seduzir ou para o começo de uma história, são nesses momentos que temos a necessidade de explicar tudo que sentimos e só…
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Adicionado por Samia Schiller em 21 março 2011 às 7:30 — Sem comentários

    "Porque a doença de ler, uma vez tomando conta do organismo, enfraquece-o a ponto de torná-lo fácil presa desse outro flagelo que habita no tinteiro e supura na pena. O desgraçado dedica-se a esc…

 

 

"Porque a doença de ler, uma vez tomando conta do organismo, enfraquece-o a ponto de torná-lo fácil presa desse outro flagelo que habita no tinteiro e supura na pena. O desgraçado dedica-se a escrever."

 

Orlando - Virginia Woolf

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Adicionado por Samia Schiller em 11 fevereiro 2011 às 17:15 — Sem comentários

V, de Viagem - Leminski

                                   

                                    Viajar me deixa

                              a alma rasa,

                                    perto de tudo,

                              longe de casa.

 

                                   Em casa, estava a…

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Adicionado por Samia Schiller em 10 fevereiro 2011 às 11:42 — Sem comentários

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